COLUNISTAS

A positividade de Alok

Conversamos com o DJ após sua apresentação em Guarapuava

12/08/2017 16:42:00

A espera valeu. Ô, se valeu. Quem esteve na Expogua na última quinta feira (10) para curtir o show do DJ Alok se divertiu muito e os inúmeros vídeos postados nas redes socias por quem esteve por lá, mostram que a vibe realmente estava in-crí-vel. Ele mesmo disse isso no palco, falando que foi um dos melhores sets que ele já fez. Se foi só pra agradar ou não, o fato é que realmente o grande público como já disse, se divertiu muito. E ele + convidados também.

Houve quem reclamasse dizendo que o som dele é muito comercial. E é mesmo. E é excelente. Independente das músicas que ele remixa - por sinal, ótimas, e que botam a galera pra cima -, o cara tem o seu estilo e sua marca, comprovadas nas músicas autorais e no sucesso que tem feito no mundo todo, batendo recordes e mais recordes nas paradas de rádios e nos serviços de streaming. O efeito de 'Hear Me Now' e 'Never Let Me Go' produzidas por ele, em parceria com Bruno Contini e com o Zeeba, que faz os vocais, é prova irrefutável do talento do brasileiro mais estourado no planeta, fruto de muito trabalho. Além disso, o cara tem história na estrada da música. Goiano, Alok (nome de batismo) é filho de DJs e produtores e toca desde os 12 anos de idade (!).

RSN, através deste repórter que vos fala e com o help da amiga/parceira/irmã, Liliane Santos, que gravou o vídeo, conversou rapidamente com o Alok depois do show e ele, como você mesmo pode ver, sabe que a missão dele aqui na Terra vai muito além da fama. O que eu pude perceber é que o que o Alok quer, acima de qualquer coisa, é trazer diversão às pessoas, proporcionando muita alegria, fazendo-nos esquecer, por alguns momentos, de tudo o que nos tira o norte, tornando suas apresentações uma conexão com toda a positividade do universo.

Há alguma semanas atrás, eu tive uma das experiências mais incríveis da minha vida, ao participar de um ritual religioso onde conheci o poder medicinal e de cura da ayahuasca, na companhia de seres mais que iluminados, aqui em Guarapuava. Como postei no meu perfil pessoal no Facebook, a experiência é profundamente transformadora e faz você entender sua missão aqui nesta vida (de muitas). Em janeiro de 2016, o Alok viajou para a Amazônia com o objetivo de gravar canções indígenas para fazer um remix eletrônico. O que ele não esperava, nas palavras dele, "era que essa seria a experiência mais forte de toda a minha vida!". Você pode conferir a passagem do Alok pela tribo Yawanawá, no documentário abaixo.

Te entendo perfeitamente, Alok, pois passei pelo mesmo. Numa escala menor, já que o sapo não fez parte da minha experiência aqui por essas bandas. Mas o canto, o chá, o rapé, partes fundamentais do ritual, tudo isso eu vivi. E compartilho dos teus mesmos sentimentos. Soube dessa experiência dele somente ontem, um dia após o show em Guarapuava, e pude perceber novamente que todos estamos conectados de alguma forma. Assim como no show. Todos conectados. Pela música, pela vibe, pela sintonia sensacional.

Gratidão, Douglas Brandalise. Gratidão, Rádio T (Leandro Martins, Toco, Diego Caetano, Gra Gomes, Mónica Córdova). Gratidão aos DJs que fizeram o warm-up antes do Alok (Max, Pipow, NEIRO, Maciel, Zerky, Douglas de novo). Gratidão, Juliano Cordeiro. Gratidão, meus amigos (muitos!). Gratidão, RSN. Gratidão, galera que curtiu e vibrou e pulou e dançou e se divertiu muito. Gratidão, Alok. Que sua missão continue viva na sua mente e no seu coração. Nos esbarramos por aí, ;)

P.S.: Jean Renato/Curta Balada, usei suas fotos. As minhas não ficaram legais. Gratidão também.

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